Distrofia de Fuchs

A Distrofia de Fuchs é uma alteração hereditária (passa de pais para filhos) que compromete o funcionamento adequado da córnea. O sintoma mais comum é o embaçamento visual pela manhã, que melhora no decorrer do dia. Porém, a maioria dos pacientes pode ser assintomático e receber o diagnóstico durante uma consulta de rotina com oftalmologista.

Uso indiscriminado de lentes de contato, sem acompanhamento adequado com oftalmologista, pode piorar a condição. Em alguns casos, pode levar a transplante de córnea.

Cirurgias intraoculares

Catarata é a principal cirurgia que pode descompensar a Distrofia de Fuchs. O principal fator de descompensação é a contagem endotelial pré-operatória. Pacientes com contagens abaixo de 700 células devem ser orientados sobre potencial risco de descompensação e principalmente sobre necessidade de procedimento como cirurgia de transplante de córnea ou endotélio.

Diagnóstico 

Para o diagnóstico são necessários alguns exames. O primeiro é chamado microscopia especular de córnea. Este exame avalia as células endoteliais da córnea. A quantidade de células é o primeiro fator de análise. Outro fator é a qualidade das células que costuma ser medida através do tamanho e do formato delas.

O exame de paquimetria ultrassônica de córnea pode ser usado para estimar a função do endotélio. Se a córnea estiver com espessura acima de 640 micra, possivelmente a função das células endoteliais não está adequada. Estes dois exames são de extrema importância para diagnóstico e acompanhamento dos pacientes com Distrofia de Fuchs.

Tratamentos

  • Colírios hipertônicos como dimetilpolisiloxane e cloreto de sódio 5%;
  • Secador de cabelos (frio);
  • Colírios de Corticóide;
  • Colírios antipressóricos;
  • Raspagem endotélio;
  • Inibidores ROCK (Rho kinase);
  • Transplante de córnea;
  • Penetrante;
  • Endotelial.

Fonte